Thursday, March 10

"Michael Moore"

Todos devem conhecer o aclamado realizador de documentários que revolucionou a opinião pública. Pessoalmente comecei a ouvir o seu nome após “Bowling for Columbine”, um documentário sobre as leis das armas nos E.U.A e galardoado com o Óscar de melhor documentário de 2002. Na altura não tive oportunidade de o ver mas fiquei com alguma curiosidade. Depois apareceu “Fahrenheit 9/11” e esse sim fui ver ao cinema. É realmente imperativo assistir a um filme que arrasa com o presidente Bush (pena não ter sido suficiente para o derrubar nas eleições). Devo referir que o “Fahrenheit 9/11” me surpreendeu em alguns aspectos , precisamente algumas tramóias entre o Bush e o Bin Laden , mas de resto transmitiu aquilo que já todos nós sabemos, a guerra não é solução e é apenas mais um comércio ,um jogo de dinheiro. Naturalmente não sei até que ponto tudo o que lá aparece não é “fabricado”, mas mesmo que algo o seja, a mensagem passa na mesma, ou deveria passar. Vi à dias o “Bowling for Columbine” e fiquei indignada, já sabia que os E.U.A têm umas leis completamente estúpidas em relação à posse de armas mas nunca tinha aprofundado isso e o filme permitiu-me ver para além disso. Há coisas de bom senso que faltam a muita gente naquele país, e o MEDO injectado ,tão referido no filme, é totalmente lógico quando pensamos na facilidade estúpida que é comprar uma arma e munições. A raça humana pode ser deveras irracional e isto é a prova incondicional. Como é que um presidente pode apontar o dedo a países com armas de destruição maciça, se não vê que o seu país é uma bomba relógio. Este tema dá rios e rios de discussão porque toda a gente com o mínimo de neurónios sabe a solução, mas infelizmente parece que a raça humana arranjará sempre um maneira camuflada para se expressar como raça muitas vezes destruidora.

3 comments:

TF said...

Apoiado! Mais gente devia ver os filmes do M.Moore. É pena que não sejam material «mainstream» e que tenham passado um pouco ao lado do grande público. Felizmente isso tem vindo a ser alterado com prémios como o Oscar e com a Palma em Cannes.
O único defeito que lhe ponho (no «Fahrenheit 9/11») é de facto a manipulação que ele faz das imagens e do som, deturpando a realidade. Ao fazer isso, está a conduzir o espectador pelo seu caminho e não pelo caminho dos factos, o que faz com que o filme (para mim) caia fora da categoria de «documentário», dado a clara parcialidade que ele lhe imprime. E acho também que ele se excedeu na entrevista à família do soldado morto: explorou a situação com uma moral bastante dúbia.
Quanto ao «Bowling for Columbine», acho-o um filme mais ponderado. Apesar de portar também uma boa dose de humor caustico, é fidedigno. Um mais do que justificado puxão de orelhas à porção autista da América que ele (e eu) tanto «desgosta».

Tzipporah said...

A sério fiquei sem palavras quando li o teu comentário...foi exactamente o que senti quando vi ambos os filmes.Em relação ao "Fahrenheit 9/11" foi mesmo isso, realmente ouve uma parte que até parecia as típicas reportagens da TVI (com esta comparação não quero denegrir o filme na íntegra, apenas algumas cenas). Mas sabes nem com o apelo ao drama o povo americano adquire um pouco de consciência, enfim...

Uruk Riot said...

Já faz algum tempo que vi o Bowling for Columbine, mas gostava de revelar um pouco do meu ponto de vista.
Eu pessoalmente resumo todo o filme a apenas duas cenas, que de uma forma simples, mas com uma eficácia de 100%, explicam o que ainda hoje se passa nesse país. A entrevista ao Marilyn Manson, e a histórinha em desenhos animados narrados pela simpática bala. Se pegarmos na essência destas duas cenas conseguimos explicar toda a realidade americana com um mecanismo causa efeito bastante directo e lógico, mas não menos preocupante. O resto é o relato da realidade e do tema fulcral do filme, que infelizmente apoiam ambas as teorias. (Eu não sei quanto a vocês, mas eu fiquei com uma vontade desgraçada de dar uma coça ao velhote!)