Wednesday, March 23

“The Godfather “ ( O Padrinho) de Francis Ford Coppola

“O Padrinho” de 1972 é o filme por excelência sobre a máfia italiana presente nos EUA nas décadas de 40 e 50. A história centra-se na família Corleone, uma das 5 famílias da máfia, família esta chefiada por Don Vito Corleone, este tem 4 filhos, Santino, Connie, Fredo e Michael, e ainda um outro adoptivo: Tom Hagen. Esta família é muito respeitada e poderosa, em que são inúmeras as pessoas que vêm pedir favores a Don Corleone, favores estes que serão um dia recordados. Mas Don Corleone já tem uma certa idade e a família entra em crise quando este fica gravemente doente após um atentado contra a sua vida. A história desenrola-se então na tentativa de superar as dificuldades desta crise.
Este filme é sem dúvida uma panóplia de estrelas (aliás toda a saga), algumas até bem presentes na actualidade. Ao contrário dos filmes que imortalizam os actores e os deixam eternamente jovens, a realidade é que esses mesmos envelhecem (alguns até já morreram) e a diferença é um choque total, para quem como eu, nunca os tinha visto tão novos. Temos sem dúvida a presença inigualável de Marlon Brando como “Don Vito Corleone”, com uma voz particular e convenhamos estranha; Al Pacino brilhante como “Michael Corleone”, este actor é sem dúvida fantástico e teve uma capacidade extraordinária para adquirir a insensibilidade e frieza que a personagem requeria em contraste com o início do filme; Robert Duvall como “Tom Hagen”, o consiglière de Don Corleone, e Diane Keaton como “Kay Adams” que pessoalmente só a reconheci no final.
O que dizer do filme? Bem...há muitos tiros, alguma violência excessiva para o meu gosto, mas que no fundo encarna na perfeição o que ele mesmo retracta. Achei magnífico aquelas manhas todas que eles tinham para saberem o que fazer nas reuniões das famílias da máfia, como é que sabiam quem eram os traidores e principalmente o modo como se processavam os favores de Don Corleone (o tal dito uma mão lava outra). Se imaginarmos apenas todo o esquema acho que é verdadeiramente genial.

Actores___________Personagens
Marlon Brando....... (Don Vito Corleone)
Al Pacino................. (Michael Corleone)
James Caan............ (Santino 'Sonny' Corleone)
Richard S. Castellano.... (Pete Clemenza)
Robert Duvall........... (Tom Hagen)
Sterling Hayden....... (Capt. Mark McCluskey)
John Marley............ (Jack Woltz)
Richard Conte........ (Emilio Barzini)
Al Lettieri ..............(Virgil Sollozzo)
Diane Keaton .........(Kay Adams)
Abe Vigoda ............(Salvadore "Sally" Tessio)
Talia Shire .............(Connie)
Gianni Russo......... (Carlo Rizzi)
John Cazale........ (Fredo)
Rudy Bond .........(Ottilio Cuneo)


E como não podia deixar de ser as nomeações (retirado de www.oscars.com), a azul temos os que ganhou:

* ACTOR -Marlon Brando {"Don Vito Corleone"} [NOTE: Mr. Brando refused the award.]
* BEST PICTURE -- Albert S. Ruddy, Producer

* WRITING (Screenplay--based on material from another medium) -- Mario Puzo, Francis Ford Coppola
ACTOR IN A SUPPORTING ROLE -James Caan {"Sonny Corleone"}
ACTOR IN A SUPPORTING ROLE -Robert Duvall {"Tom Hagen"}
ACTOR IN A SUPPORTING ROLE -Al Pacino {"Michael Corleone"}
COSTUME DESIGN -- Anna Hill Johnstone
DIRECTING -- Francis Ford Coppola
FILM EDITING -- William Reynolds, Peter Zinner
MUSIC (Original Dramatic Score) -- Nino Rota
SOUND -- Bud Grenzbach, Richard Portman, Christopher Newman

2 comments:

TF said...

Ora aqui está um filme que eu nunca vi, apesar de ter curiosidade. A julgar pelo elenco, deve ser de facto um bom filme. E no IMDb, está votado como o melhor filme com cerca de 120000 votos do público. Mesmo não concordando com o resultado de muitas destas votações (basta olhar para o top10), é um facto merecedor de atenção.

Tzipporah said...

Aconselho a veres, eu ainda não vi a saga completa( espero em breve)mas acho que aparte de uns tiros e tal aguenta-se bem com a violência e consegue-se extrair então o que é realmente fascinante no filme. Tirando uma cena com um cavalo que eu achei perfeitamente escusável.
Sim , como tudo as votações são sempre relativas e muitas vezes enganadoras.