Friday, March 25

Anjos e Demónios-parte 2

Como já seria de esperar devorei este livro em poucos dias! Antes de dizer seja o que for quero aconselhar qualquer pessoa que não tenha lido Dan Brown e tenha agora esse ímpeto a ler primeiro este livro e só depois o "Código Da Vinci".
Este livro enquadra-se profundamente nos moldes do "Código Da Vinci", ou seja a trama e o desenvolvimento da trama desenrolam-se numa velocidade tremenda e num curtíssimo espaço de tempo. Juntando os dois livros obtemos na melhor das hipóteses 3 dias! O que torna os livros muito interessantes não havendo tempo nem sequer para desviar o olhar!
Sobre o código não vou falar, mas sim sobre o primeiro livro da saga de Robert Langdon! Toda a acção se passa em Roma e o ambiente é frenético com a eleição de um novo papa pelo colégio cardinalício! O assunto não podia estar mais actualizado face à grave condição de saúde do actual pontífice! É óbvio que vou ficar por aqui em termos de relato do livro porque penso que seria um crime estar para aqui a estragar o prazer de um futuro leitor.
Agora abordando um tema mais geral queria falar sobre o suposto ataque à igreja católica que estará muito presente neste livro! Bom...já muita gente se pronunciou mas a minha sincera opinião é a de que este livro abre novos caminhos para a compreensão da religião por parte dos mais cépticos. Eu sou uma pessoa bastante céptica e foi com uma certa relutância que raciocinei em determinadas direcções e pude verificar que nada é tão linear como se pode pensar! Este livro expõe um passado da Igreja Católico Romana que foi por muitas vezes manchado por traições, quebras de juramentos sagrados, conspirações ou seja um manancial de podres que nem a própria Igreja se recusa a refutar! Se quisermos analisar por esse ponto estou em crer que há razões para não aprovarem o livro porque acho que ninguém gosta de relembrar do que de mau se passou. Mas por outro lado não mostra um continuum, uma continuação do passado em direcção a um futuro! Por isso custa me compreender certas opiniões! Este livro traz à consciência o impacto profundo que esta organização teve e tem na construção do mundo o que por vezes torna extremamente difícil de tomar uma opinião concreta.
É um bom livro com temas actuais que vão desde a física das partículas aos altos níveis da espiritualidade e é nesta gama de riqueza de assunto que o livro ganha peso... Quando se acaba de ler Dan Brown é como se uma fonte de energia se esgotasse e é incrível a quantidade de coisas que se aprende com os seus livros! Arquitectura, pintura, geografia, história, literatura, política...
Não me querendo repetir aconselho vivamente a leitura a cépticos, a crentes, a hibrídos porque acaba sempre por valer a pena. Toda a gente pode sair mais enriquecida com esta leitura.

"The Phantom of the Opera"

Desculpem lá a foto...aparece do nada, mas eu ainda estou a aprender umas coisas e como tal faço algumas asneiras. Mas não deixa de ser uma boa altura para falar do filme e da sua excelente banda sonora. Eu adorei o filme, está lindo e o meu lado romântico não o pode negar, a história não é má mas para mim é sem dúvida por ser um musical que eu adorei e por isso comprei a banda sonora. A banda sonora é divinal e ouço-a constantemente...é quase viciante. E o mais incrível é que como a do “Moulin Rouge” (divinal igualmente) é cantada pelos actores, tirando um ou outro caso. Achei que merecia uma nota...se puderem ouçam-na.

"Fantasma da Ópera" Posted by Hello

Thursday, March 24

"Million Dolar Baby" de Clint Eastwood

Finalmente vi o tão aclamado e premiado “Million Dolar Baby” , o mais recente filme de Clint Eastwood. O filme como já é de conhecimento geral centra-se na actividade do boxe grande parte do filme e nas histórias paralelas que daí possam advir. No entanto não é o boxe que é o elemento chave e que valeu ao filme os inúmeros prémios, o filme cativa pela sua emotividade, pela realidade que existe e que é raramente apercebida. E além disso numa coragem e vontade de perseguir sonhos e de efectivamente os concretizar. O reverso da moeda também está inevitavelmente presente, há decisões que mudam o curso de uma vida, muitas que ninguém gostaria de as tomar e de viver com elas. No final acho que podemos interiorizar que muitas decisões são em nosso benefício nunca efectivamente para outrém, pensamos em demasia no nosso sofrimento e consciência. Mas acho que apesar de tudo o nosso egoísmo pode em muitos casos ser útil na medida em que a vida pode persistir e vencer qualquer etapa. O problema reside e residirá sempre no bom senso no meio termo, sem dúvida é uma questão complexa à qual custa abordar.
Bem, mas falando mais do filme numa visão artística temos sem dúvida bons actores, mas que a meu ver foram favorecidos pelo argumento e emotividade da história, sem dúvida resultante do choque dramático do filme.
Não sei se alguém reconheceu o actor Jay Baruchel (Danger Barch) que interpretou “Steven Karp” na série “Undeclared” (passou há bastante tempo na Sic radical), não sei mas a mim pareceu-me que ele tem jeito para este tipo de representação.

Actores Personagens
Clint Eastwood .... Frankie Dunn
Hilary Swank .... Maggie Fitzgerald
Morgan Freeman .... Eddie Scrap-Iron Dupris
Jay Baruchel .... Danger Barch
Mike Colter .... Big Willie Little
Lucia Rijker .... Billie 'The Blue Bear'
Brian F. O'Byrne .... Father Horvak (as Brian O'Byrne)
Anthony Mackie .... Shawrelle Berry
Margo Martindale .... Earline Fitzgerald
Riki Lindhome .... Mardell Fitzgerald
Michael Pena .... Omar (as Michael Peña)
Benito Martinez .... Billie's Manager
Bruce MacVittie .... Mickey Mack
David Powledge .... Counterman at Diner
Joe D'Angerio .... Cut Man

Wednesday, March 23

“The Godfather “ ( O Padrinho) de Francis Ford Coppola

“O Padrinho” de 1972 é o filme por excelência sobre a máfia italiana presente nos EUA nas décadas de 40 e 50. A história centra-se na família Corleone, uma das 5 famílias da máfia, família esta chefiada por Don Vito Corleone, este tem 4 filhos, Santino, Connie, Fredo e Michael, e ainda um outro adoptivo: Tom Hagen. Esta família é muito respeitada e poderosa, em que são inúmeras as pessoas que vêm pedir favores a Don Corleone, favores estes que serão um dia recordados. Mas Don Corleone já tem uma certa idade e a família entra em crise quando este fica gravemente doente após um atentado contra a sua vida. A história desenrola-se então na tentativa de superar as dificuldades desta crise.
Este filme é sem dúvida uma panóplia de estrelas (aliás toda a saga), algumas até bem presentes na actualidade. Ao contrário dos filmes que imortalizam os actores e os deixam eternamente jovens, a realidade é que esses mesmos envelhecem (alguns até já morreram) e a diferença é um choque total, para quem como eu, nunca os tinha visto tão novos. Temos sem dúvida a presença inigualável de Marlon Brando como “Don Vito Corleone”, com uma voz particular e convenhamos estranha; Al Pacino brilhante como “Michael Corleone”, este actor é sem dúvida fantástico e teve uma capacidade extraordinária para adquirir a insensibilidade e frieza que a personagem requeria em contraste com o início do filme; Robert Duvall como “Tom Hagen”, o consiglière de Don Corleone, e Diane Keaton como “Kay Adams” que pessoalmente só a reconheci no final.
O que dizer do filme? Bem...há muitos tiros, alguma violência excessiva para o meu gosto, mas que no fundo encarna na perfeição o que ele mesmo retracta. Achei magnífico aquelas manhas todas que eles tinham para saberem o que fazer nas reuniões das famílias da máfia, como é que sabiam quem eram os traidores e principalmente o modo como se processavam os favores de Don Corleone (o tal dito uma mão lava outra). Se imaginarmos apenas todo o esquema acho que é verdadeiramente genial.

Actores___________Personagens
Marlon Brando....... (Don Vito Corleone)
Al Pacino................. (Michael Corleone)
James Caan............ (Santino 'Sonny' Corleone)
Richard S. Castellano.... (Pete Clemenza)
Robert Duvall........... (Tom Hagen)
Sterling Hayden....... (Capt. Mark McCluskey)
John Marley............ (Jack Woltz)
Richard Conte........ (Emilio Barzini)
Al Lettieri ..............(Virgil Sollozzo)
Diane Keaton .........(Kay Adams)
Abe Vigoda ............(Salvadore "Sally" Tessio)
Talia Shire .............(Connie)
Gianni Russo......... (Carlo Rizzi)
John Cazale........ (Fredo)
Rudy Bond .........(Ottilio Cuneo)


E como não podia deixar de ser as nomeações (retirado de www.oscars.com), a azul temos os que ganhou:

* ACTOR -Marlon Brando {"Don Vito Corleone"} [NOTE: Mr. Brando refused the award.]
* BEST PICTURE -- Albert S. Ruddy, Producer

* WRITING (Screenplay--based on material from another medium) -- Mario Puzo, Francis Ford Coppola
ACTOR IN A SUPPORTING ROLE -James Caan {"Sonny Corleone"}
ACTOR IN A SUPPORTING ROLE -Robert Duvall {"Tom Hagen"}
ACTOR IN A SUPPORTING ROLE -Al Pacino {"Michael Corleone"}
COSTUME DESIGN -- Anna Hill Johnstone
DIRECTING -- Francis Ford Coppola
FILM EDITING -- William Reynolds, Peter Zinner
MUSIC (Original Dramatic Score) -- Nino Rota
SOUND -- Bud Grenzbach, Richard Portman, Christopher Newman

Thursday, March 17

Parabéns cit!

Os mais sinceros desejos de felicidades para alguém realmente digno de culto :)

Wednesday, March 16

Série “Lost”- Perdidos, na RTP

Não sei se alguém como eu tem perdido tempo a ver esta série, que ainda só vai no terceiro episódio... Pessoalmente estou bastante curiosa, embora acho que vou um pouco desiludida. Em primeiro não percebi o porquê de tanta repetição do primeiro episódio no segundo que deu este domingo, achei tremendamente excessivo.
A premissa da série é engraçada, não é nova mas parece dar uma abordagem diferente, mais até a meu ver na montagem das cenas do que propriamente na história.
Tudo começa com a queda de um avião numa ilha e cada pessoa representa um padrão específico (ex. um médico, um baterista toxicodependente, um pai e filho com problemas a resolver, uma reclusa, um ex-guarda de Sadam na guerra do golfo, etc.) cada um com uma história a desvendar ao longo da série e todos tentam trabalhar para um bem comum que é obviamente saírem dali e voltarem às suas vidas, mas as surpresas aparecem e algumas nada agradáveis. Há algo “demoníaco” na ilha, e até foi “descoberto” um urso polar (segundo as personagens), uma mensagem de socorro enviada a partir da mesma ilha há 16 anos por uma francesa, enfim tudo muito estranho. O tal “urso polar” fez me lembrar os deuses lobos (não sei bem se é assim) de “A princesa Monoke” .

Não é de deixar passar a presença de vários actores conhecidos, temos o alemão Dominic Monaughan que representou “Merry” na Saga “O Senhor dos Anéis”; a australiana Emilie de Ravin, a Tess da série “Roswell”; Ian Somerhalder que ainda podemos ver em “Smallville” como Adam , definitivamente a tentar fisgar Lana Lang; o inglês Naveen Andrews que aparece como Kip em “The English Patient” , a lista é infindável e cá vão os seus nomes.

Credited cast:
Naveen Andrews as Sayid
Emilie de Ravin as Claire Littleton
Matthew Fox as Jack Shepard
Jorge Garcia as Hugo "Hurley" Reyes
Maggie Grace as Shannon Rutherford
Josh Holloway as James Sawyer
Malcolm David Kelley as Walter 'Walt' Lloyd
Daniel Dae Kim as Jin Kwon
Yoon-jin Kim as Sun Kwon (as Yunjin Kim)
Evangeline Lilly as Kate Ryan
Dominic Monaghan as Charlie Pace
Terry O'Quinn as John Locke
Harold Perrineau Jr. as Michael Dawson (as Harold Perrineau)
Ian Somerhalder as Boone Carlisle

Gostaria também de referir que J.J.Abrams também esteve /está envolvido na série “Alias”.
Esperamos ver como a história irá desenrolar.

Tuesday, March 15

“Casablanca” de Michael Curtiz (1942)

Há alguns dias deu este grande filme na televisão, e sendo um filme clássico de há bastantes anos atrás, lá o gravei. Só o vi no domingo passado por razões de péssimo uso do pouco tempo que tenho. Admito que o filme nunca me despertou muita curiosidade, aliás quando este tipo de filmes antigos davam eu era demasiado pequena para os apreciar e já mais recentemente a oportunidade não surgia. É estúpido dizer isto mas nunca associei o filme à cidade de Casablanca (situada em Marrocos), portanto logo que o filme começou fiquei imediatamente fixada na TV para ver o que ia sair dali. Mais, isso não bastou para o meu interesse ser maior, pois Lisboa é constantemente mencionado, e porquê?! Porque o filme está enquadrado na época da segunda guerra mundial, em que muitos dos refugiados fugiam de Paris para Marselha e depois até Casablanca onde desesperadamente tentavam arranjar vistos para embarcarem no avião para Lisboa e só daí para a América, o refúgio final. É claro que a maioria não conseguia com efeito os vistos e acabariam por ficar por Casablanca. No meio desta história há claro uma história de amor, um pouco retorcida é certo e boas canções “As Time Goes By” como a principal, sem esquecer a famosa frase de Humphrey Bogart “ We will allways have Paris”.
O que eu achei mais engraçado foram os diálogos, a forma característica como Humphrey Bogart (Richard Blaine) fala, o típico americano da época e reparar no contraste da actriz Ingrid Bergman (Ilsa Lund Laszlo) com as actuais, a sua forma altiva e própria de estrela de cinema da altura e a própria personagem enigmática que interpreta. Embora seja impossível dissociarmos o conceito de actriz relacionado com a nossa época quando nos deparamos com filmes antigos, é algo que não podemos comparar, e a magia desses filmes está exactamente em serem tão diferentes, na representação, nos diálogos, nas filmagens, essencialmente em tudo. Ficam as histórias que tantas vezes se repetem mas que trazem sempre algo novo, e nova deve ser a forma com que olhamos o mundo e as pessoas.
E os cartazes dos filmes antigos, eu simplesmente adoro, bem acho que sou demasiado “antiquada”, embora ache que o termo não se aplique totalmente. Nesses cartazes transparece algo único, a que estamos desabituados se repararmos na banalidade que são os cartazes, acabam por não ser muito especiais, apesar das novas tecnologias. Não quero dizer que são todos maus e os antigos é que eram, não até porque temos melhores meios agora, mas por isso mesmo atraem-me pessoalmente os mais antigos, acho que porque são mais enigmáticos, mais trágicos, mais profundos, mais simples. O objectivo de um cartaz é atrair o público, ou por meio de um actor muito famoso ou por um conjunto de cenas que transmitam o filme, mas acho que às vezes centram demasiado no actor/actriz do que no filme e a sua história.
De qualquer modo se não o viram vejam, e se sim revejam-no.

Óscares da academia:
Directing– Michael Curtiz
Outstanding motion picture
Writing (screenplay) - Julius J. Epstein, Philip G. Epstein, Howard Koch
Se tiverem curiosidade ou mesmo pretenderem a letra de "As time goes by" vão http://www.reelclassics.com/Movies/Casablanca/astimegoesby-lyrics.htm.

Thursday, March 10

"Michael Moore"

Todos devem conhecer o aclamado realizador de documentários que revolucionou a opinião pública. Pessoalmente comecei a ouvir o seu nome após “Bowling for Columbine”, um documentário sobre as leis das armas nos E.U.A e galardoado com o Óscar de melhor documentário de 2002. Na altura não tive oportunidade de o ver mas fiquei com alguma curiosidade. Depois apareceu “Fahrenheit 9/11” e esse sim fui ver ao cinema. É realmente imperativo assistir a um filme que arrasa com o presidente Bush (pena não ter sido suficiente para o derrubar nas eleições). Devo referir que o “Fahrenheit 9/11” me surpreendeu em alguns aspectos , precisamente algumas tramóias entre o Bush e o Bin Laden , mas de resto transmitiu aquilo que já todos nós sabemos, a guerra não é solução e é apenas mais um comércio ,um jogo de dinheiro. Naturalmente não sei até que ponto tudo o que lá aparece não é “fabricado”, mas mesmo que algo o seja, a mensagem passa na mesma, ou deveria passar. Vi à dias o “Bowling for Columbine” e fiquei indignada, já sabia que os E.U.A têm umas leis completamente estúpidas em relação à posse de armas mas nunca tinha aprofundado isso e o filme permitiu-me ver para além disso. Há coisas de bom senso que faltam a muita gente naquele país, e o MEDO injectado ,tão referido no filme, é totalmente lógico quando pensamos na facilidade estúpida que é comprar uma arma e munições. A raça humana pode ser deveras irracional e isto é a prova incondicional. Como é que um presidente pode apontar o dedo a países com armas de destruição maciça, se não vê que o seu país é uma bomba relógio. Este tema dá rios e rios de discussão porque toda a gente com o mínimo de neurónios sabe a solução, mas infelizmente parece que a raça humana arranjará sempre um maneira camuflada para se expressar como raça muitas vezes destruidora.

Sunday, March 6

“Anjos e Demónios” de Dan Brown



Numa época em que o Papa está em todos os telejornais e naturalmente a sua sucessão é discutida, chegou-nos um livro que começa com isso mesmo, o Conclave (reunião de todos os cardeais para a nomeação do novo Papa) simultaneamente com o roubo de uma nova forma de energia.
A nova aventura de Robert Langdon (protagonista de “O código de Da Vinci”) chegou cá a Portugal por estes dias pela mão da editora Bertrand® e já se preconiza um grande sucesso. É em “Anjos e Demónios” que primeiramente o protagonista se depara com irmandades secretas (neste caso os Illuminati), antecedendo temporalmente a aventura decorrida à volta do Priorado de Sião. Após ter lido “O código de Da Vinci” ( que adorei), vi um outro dele em inglês, “Angels & Demons”, em primeiro torci um pouco o nariz, porque apesar do autor o nome não me era muito sugestivo e realmente até um pouco vulgarizado, mas como são consideravelmente mais baratos lá levei.
A história revelou-se excelente, apesar de andar na mesma linha do outro livro. Na altura até saiu um filme com o Nicholas Cage o “ National Treasure “ ,em que quem viu vai perceber no livro, algumas semelhanças no que diz respeito à história dos Illuminati.
É claro que não vou comentar muito exaustivamente o livro, porque assim perderia toda a magia de o ler, mas devo referir que o fim poderá ser previsível, acho que o ponto-chave do livro é o seu enredo apesar do fim ser arrojado.
Sem dúvida é um livro fantástico para quem gosta de enigmas e de um pouco de história e arte à mistura, sem descurar alguns perfis psicológicos muito interessantes.

Thursday, March 3

A Duquesa da Morte

Não podia deixar de ser o assunto do meu primeiro post! Decidi pois começar pela literatura! Fiquei surpreendido pela tzipporah não ter começado com este tema mas enfim...
A duquesa da morte nasceu Agatha May Clarissa Miller e sempre foi conhecida como Agatha Christie. Para quem estiver interessado farei uma pequena alusão à sua biografia:
Nasceu em Torquay na Grã-Bretanha em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a concepção da sua carreira literária. Com o seu marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que elas representavam. Autora de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos e documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudómino de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971 a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas a Rainha do Crime morreu em 12 de Janeiro de 1976.
Ao contrário de muitos dos seus colegas de profissão Agatha foi homenageada em vida o que muito agradou a todos os seus fãs espalhados por todo o mundo.
Esta é um pequeno texto que facilmente se pode obter. A minha opinião sobre os livros de Agatha é o tema proposto. Para ser sincero sou um pouco preconceituoso em relação a literatura, isto é, só um pequeno número de géneros me atrai, o que não é muito saudável confesso. Prova disso é ter um livro de Paulo Coelho em casa há mais de dois anos e não conseguir pagar nele...
E o género policial não me atraía minimamente e por isso nunca prestei atenção ao nome Agatha Christie por muito famoso que fosse. Até que fui tentado a ler o meu primeiro romance policial: O Crime no Expresso do Oriente não sei se foi pelo título mas o facto é que comecei a ler e só parei até ter acabado o livro! A partir dessa altura devoro livros da Agatha Christie, e já tentei ler outros autores policiais e tirando Sir Arthur Conan Doyle nada se compara à Rainha do Crime! Os seus livros debruçam-se principalmente na psicologia humana decifrando-a ao mais íntimo pormenor, todos os comportamentos são avaliados como bases para acções. Do ponto de vista sociologico também são muito interessantes porque a teia que é criada leva a um conjunto de interacções que roçam o surpreendente.
Já li cerca de 15 obras e na sua maioria com a personagem principal o detective belga Hercule Poirot que é deveras extraordinário. Um indivíduo peculiar, meticuloso que por vezes se torna um pouco patético. Afirma que o acto lógico tem lugar "nas pequenas célulazinhas cinzentas" e com muitas outras peculariedades que deixo para quem quiser descobrir. Mas também não podemos esquecer Jane Marple, uma senhora já idoso que com os seus hábitos um pouco coscuvilheiros consegue resolver qualquer crime. E poderia enumerar outras personagens mas penso que estas duas são as personagens principais!
Neste momento estou a meio de "Hercule Poirot and the Adventure of the Christmas Pudding" e como estava à espera não está a defraldar as expectativas. Se eu tivesse que aconselhar um livro seria um drama por isso resolvi aconselhar três:
"Os cinco suspeitos"
"Os quatro grandes"
"O crime no expresso do oriente" e não resisto mais um "O assassinato de Roger Ackroyd" e assim termina o meu post. Por fim posso dizer que muitos foram os realizadores que tentaram passar para cinema e televisão a obra de Agatha mas exceptuando pequenos casos como "A morte no Nilo" nada se compara a praticar a leitura e quem fala é um amante da televisão.

Wednesday, March 2

Óscares® 2004

Lista de Premiados:
(retirado de
www.oscars.com)
Melhor :
Actor principal:
Jamie Foxx –“Ray”
Actor secundário:
Morgan Freeman – “Million Dollar Baby”
Actriz principal:
Hilary Swank –“Million Dollar Baby”
Actriz secundária:
Cate Blanchett –“The Aviator”
Filme animado: “The Incredibles”
Direcção Artística: “The Aviator”
Filme : “Million Dollar Baby”
Cinematografia: “The Aviator”
Guarda-roupa: “The Aviator”
Realizador: Clint Eastwood - “Million Dollar Baby”
Documentário: “Born Into Brothels”
Documentário (short subject): “ Might Times: The Children’s March”
Montagem: “The Aviator”
Filme estrangeiro: “ Mar Adentro”
Maquilhagem: “Lemony Snicket’s a Series of Unfortunate Events”
Banda Sonora: “Finding Neverland”
Música: “Al Outro Lado Del Rio” – “The Motorcycle Diaries”
Argumento adaptado: “Sideways”
Argumento original: “Eternal Sunshine of the Spotless Mind”
Curta-metragem (animado): “Ryan”
Curta-metragem : “Wasp”
Montagem sonora: “The Incredibles”
Mistura sonora: “Ray”
Efeitos especiais: “Spider-Man 2”
Prémio Honorário: Roger Mayer e Sidney Lumet

O fim do mês de Fevereiro marcou a entrega dos prémios mais aguardados do ano, em que “Million Dollar Baby” foi o verdadeiro vencedor apesar de “The Aviator” ter conseguido mais uma estatueta (5), isto porque o filme de Clint Eastwood arrecadou os prémios mais importantes (melhor realizador, actriz principal, filme e actor secundário). Nomeado para 7 apenas lhe escapou o de melhor actor, que foi para Jamie Foxx, e o de montagem para “The Aviator”. “The Aviator” que à partida, levava um certo avanço, ficou por terra, ganhou bastantes estatuetas mas o “sonho” de Scorsese não foi recompensado. Devo dizer que como não vi ainda “Million Dollar Baby” ou na fantástica tradução a que estamos habituados - “Sonhos Vencidos”, e como tal não tenho opinião sobre o seu “triunfo”, contudo o Clint Eastwood já merecia maior reconhecimento, recordemos o filme “Mystic River” (leiam o livro é fantástico e vejam o filme também, representações fabulosas). O mais engraçado é que Clint Eastwood faz parte do jurado (se é assim que lhe chamam) da Academia tendo afirmado que votaria nele porque acreditava no seu trabalho (se ele não, quem mais?!).
Como todas as pessoas tenho as minhas preferências, claro está, influenciadas pelos filmes que vi e por isso devo dizer que o facto de Jamie Foxx ter ganho para melhor actor me insatisfez. As minhas apostas nessa categoria iam claramente para
Leonardo DiCaprio ou Johnny Depp, (ai se eu me ouvisse à meses atrás a “falar” bem do DiCaprio....), realmente seria um pouco prematuro dar-lhe um Óscar, mas acho que a transformação dele é evidente e é como a velha história, dos bons (caso do Jamie Foxx por ex.) esperamos sempre mais, já daqueles que inferiorizamos qualquer boa mudança é notória. Sinceramente acho que o Depp também merecia, não só por este filme, mas por muitos outros, é um actor que merece todas as letras dessa mesma palavra, molda-se com facilidade e isso é visível nos vários registos que fez, desde a comédia ao drama.
Hilary Swank lá levou mais um Óscar para casa, depois de “Boy’s don’t cry”, definitivamente a actriz já é preferida da academia.
Queria remarcar a única estatueta de “Eternal Sunshine of the Spotless Mind”, de melhor argumento original, a história realmente está muito bem apanhada, é triste que apenas tenha recebido esta, mas já seria de esperar, visto que em geral todos os filmes que ganham os Óscares são estreados no fim do ano para que estejam presentes na memória (tudo manobrado pelas produtoras).
Muito bem os óscares a “The Incredibles”, um filmes animado de qualidade, até faz relembrar os desenhos animados da minha geração (sem pokémons e digimons e coisas do género, maldita a hora que apareceram os power rangers ).
Uma pergunta, porquê que os filmes espanhóis ganham quase sempre?( Pode ser preconceito meu, não digo que o filme seja mau, estou só a falar no geral).
Nisto tudo tenho uma certa pena do Martin Scorsese que realmente é um pouco massacrado, nomeado, mas nunca ganha...lá vai ter ele de fazer um filme melhor. E ainda, ganharam os filmes de bilheteira...ao que já estamos habituados!
Pró ano há mais!
(Só espero aí não estar novamente até às 3h da manhã a fazer posters e artigos ditos científicos)