Sunday, December 4

“Elizabethtown” de Cameron Crowe


O último filme de Cameron Crowe conta com a participação de Orlando Bloom, Kirsten Dunst e Susan Sarandon, envoltos num problema familiar e pessoal de “Drew” a personagem central. Drew provoca um fiasco de 1bilião de dólares à empresa que trabalha, ficando devastado...mas as coisas ainda pioram com um telefonema (com o timing perfeito) de que o seu pai falecera. Um pouco atónito e apático tem de buscar o corpo do pai à terra onde este nascera – Elizabethtown. Nisto embarca num avião com uma hospedeira (Claire) que fala pelos cotovelos e que não o deixa em paz. Drew não consegue concretizar tudo o que acontecera nas últimas horas e por isso a constante expressão de vazio...A sua estadia em Elizabethtown permite-lhe reflectir sobre a sua vida e a relação que tinha com o pai e Claire é fundamental porque é o catalizador para toda a mudança que acontece nele.
O filme tem o seu quê de romântico acompanhado com a dor um pouco escondida da perda de um ente querido, de tudo o que se perde quando alguém não estará mais na nossa presença, das coisas que gostaríamos de falar e de ouvir... Embora o argumento não acentue em demasia a tristeza, ela está lá na expressão sempre constante e por vezes enervante de Drew. Em relação aos actores, não estiveram mal, Kirsten Dunst até me surpreendeu um pouco, mas ó o Orlando se põe fino ou então vão ser este tipo de filmes até passar da idade... há coisas bastante originais no filme, mas falta-lhe qualquer coisa para ser bom e não apenas razoável...

2 comments:

citcat said...

Para ser completamente sincero fui com um pé muito atrás em relação a este filme, principalmente pelo rol de actores escolhidos...nem o Bloom nem a Dunst me tiram do meu aconchego doméstico!
o filme tem um argumento bastante interessante e acho que razoável é uma qualificação parca...
A Dunst subiu vários pontos na minha cotação, ainda pouco vi o sorriso de mona lisa e a actuação dela n me deixou indiferente. Sempre me que pensava nela pensava sempre em actuações menores com cenas lamechas, sempre com aquele semblante inexpressivo...
O Bloom para mim era um enigma, nunca o vi a representar: legolas é uma personagem com falas praticamente inexistentes e cuja maior cena drtamática é o franzir de um sobreolho. E quando fez de Paris...sem comentários um autêntico culto de corpo...
Pela primeira vez pude ver o lado dramático, e este n me desagradou! Em suma o filme tem uma matriz alternativa com rostos bem comerciais...e por isso penso que o filme saiu-se bem

Tzipporah said...

Milagre o cit está vivo!!! (eu tinha que dizer isto...)
Não acredito que vais passar a gostar do Bloom...novo milagre...o natal está mesmo em força!!!
Eu sou mais reticente e a Dunst não me convenceu...sou um pc + turrona e ela vai ter de trab + ...e ele tb claro...